quinta-feira, 24 de setembro de 2009

INOCENTE NINGUÉM

Nestes mais de 10 anos vivendo em diferentes países e com diferentes grupos étnicos, chorei em vários momentos ao ver tantas situações de necessidades e tantas histórias de sofrimento, mas Deus ainda tinha mais para mostrar-me...

Nestes últimos dias aqui no Sudão, estamos realizando um levantamento e registros dos órfãos de guerra e viúvas e, dia após dia, sem realizar nenhum anúncio, estamos recebendo dezenas de pessoas diariamente. Muitas crianças chegam sozinhas por não terem ninguém que as cuide e outras trazidas por alguém que permite que elas vivam em suas cabanas, mas que não têm a mímima condição de sustentá-las, nem ao menos um prato de comida. Diversas estão doentes e sem nenhuma esperança. Um desses garotos nos surpreendeu com seu nome de registro: “Innocent Nobody” (Inocente Ninguém)! As crianças estão sendo entrevistadas para sabermos sua real situação e histórico para que assim, possamos filtrar os casos mais emergenciais e é terrível vê-las chorando e soluçando quando contam sobre suas vidas lembrando-se de seus pais...

Normalmente, consigo conter minhas lágrimas e sentimentos, pois enfim, vivi em tantas circunstâncias difíceis antes, mas nestes dias não tenho podido conter-me... as lágrimas vêm e meu coração se quebranta.... Já são mais de 150 órfãos registrados em apenas 3 dias! Eles estão vindo porque ouviram dizer que o Pastor “Cabajo” (Pastor Branco) talvez poderá ajudá-los... Quem sou eu? Um homem rico? Não, somente um instrumento nas mãos do Senhor e uma ponte entre a Igreja brasileira e os sudaneses! Disse-lhes que não posso prometê-los nada, mas que farei tudo o que estiver ao meu alcance para ajudá-los.

Antes de virmos para cá, minha esposa e eu pedimos a Deus que pudéssemos ter alguns cuidados especiais para a nossa filha Amanda, de 4 anos e meio, como por exemplo: seu 1º ano em uma Escolinha. Ficamos tristes quando chegamos e vimos que quase tudo o que havíamos pensado para ela não seria possível devido às limitações do local. Todavia, quando pensamos que ela tem pais que a cuidam e a amam, uma casa para morar e que ela já tem Jesus em seu coração... isso é muuuuuiiiito mais do que todos esses órfãos têm!
No Brasil, poderíamos dar a ela uma linda Escolinha onde ela pudesse aprender ballet que tanto deseja entre várias outras coisas, ter excelentes professores e amiguinhos, viver próximo aos avós, titios e priminhos, sair para passear no shopping ou ir a praia e muito mais... mas o que seria destas crianças e viúvas sudanesas?

O Brasil tem um excelente nível de vida se comparado a muitos outros países e nossos filhos têm tantas roupas e brinquedos que podem até escolher e eles ainda terão pela frente muitas oportunidades para melhorar sua qualidade de vida... Mas o que faremos pelos outros povos? O que faremos pelas crianças sudanesas?

Pr. Marcelo Belitardo
Coordenador da MCM Norte da África e Índia
Escrevendo diretamente do Sudão

Para contribuir com esta obra, acesse e contribua: http://www.orfaosdosudao.com.br/

Divulgue!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ISLAMIZAÇÃO DA ÁFRICA


O islamismo começou a se espalhar pela África logo após sua fundação, após a fuga dos muçulmanos a perseguição em Meca. Começando pela Eritréia e Egito, os muçulmanos se estabeleceram na África por causa das atividades mercadoras comerciais e também o caráter proselitista do islã. Nos últimos dois séculos o motor do domínio islâmico na região foi a busca por regiões petrolíferas. Entre 1869 e 1914 o islamismo na África praticamente dobrou. Atualmente, a África é constituida de: 45% de muçulmanos, 40% cristãos e menos de 15% ateus ou seguem cultos africanos.

Algumas estimativas demonstram que a taxa de crescimento do islamismo é duas vezes mais rápida do que a do cristianismo na África. Abaixo os 15 países com maior população islâmica no continente:


Somália 100%
Mauritânia 100%
Saara Ocidental 100%
Djibouti 99%
Tunísia 98%
Marrocos 98.7%
Argélia 97%
Líbia 97%
Nigéria 96%
Senegal 95%
Mali 94%
Guiné 92%
Gâmbia 90%
Egito 85%
Sudão 80%


Somália

Na Somália, 100% muçulmana, para 90% das crianças em idade escolar, os únicos estabelecimentos de ensino existentes são as escolas corânicas. Após uma longa e sangrenta guerra civil, as únicas instituições que funcionam são os tribunais, escolas e mesquitas islâmicas. São estas instituições que conseguem trazer alguma ordem a zonas anteriormente anárquicas. A lei da sharia está em vigor desde 1993.



Sudão

A descoberta de petróleo no Sul do Sudão, em 1983, contribuiu para o reacender da guerra e conflito entre o Sul cristão e animista e o norte muçulmano. Desde então, as diferenças religiosas e étnicas têm sido usadas como arma para controlar as áreas de produção. Cartum procura impor a Sharia a todo o país, ao contrário dos outros Estados africanos, onde apenas é imposta às comunidades muçulmanas.


Fonte: “Penetração islâmica na África” * Carla Folgôa
Licenciada em Relações Internacionais pela UAL. Assessora da Direcção do Conselho Português para os Refugiados.



Artigo retirado da Revista MCMPOVOS, Ano 1, Edição 10